E de todas as nuvens no céu, uma persistia.
Nem clara nem escura, nem alta nem baixa. Era uma nuvem incerta.
Seu futuro podia ser nubloso, ensolarado ou um temporal.
Quanto mais se olhava, menos se compreendia.
De baixo dela, um jovem distraído escrevia em um de seus cadernos.
E vendo lá de cima, com um pouco de curiosidade talvez, a vontade com que as palavras eram colocadas nas páginas, a nuvem resolveu descer.
Bastou alguns segundos pra que toda a história fosse destruída.
E agora não fazia mais sentido.
A incerteza molhando o papel.
E o jovem, agora olhando para cima, suspira. Num tom de tristeza, por não ter previsto o incidente.
E ainda no céu, a nuvem terminou de escrever. Sobre esse possível encontro improvável de acontecer.
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